A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/10/2022

A constituição cidadã de 1988, documento mais importante do país, impera em seu artigo 5 o direito à educação como fundamental a todos os cidadãos brasileiros. Apesar disso, nota-se uma falha nessa garantia quando se discute os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Desse modo, é evidente que tal prerrogativa ocorre pela negligência da cultura de aprendizado no país e a falta de novas iniciativas por parte do estado.

Primordialmente, vale salientar a cultura nacional de descaso em relação aos estudos. Uma vez que, a sociedade possue uma mentalidade limitada que vê o ensino como uma obrigação, em que, apenas se prioriza passar de ano. Logo, essa mentalidade acarreta em uma doutrinação por parte dos alunos que não criam uma prática de estudo ativo, como exposto em “Pedagogia do oprimido” do pensador Paulo Freire, “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.

Ademais, é importante expor as quase nulas iniciativas de modernização pedagogica. Sob este viés, segundo dados do portal G1, 89% dos jovens não se sentem preparados para ingressar no mercado de trabalho. Tais dados dialogam, analogamente, com a escasses de um ensino médio profissionalizante que prepare esses indivíduos de forma efetiva.

Portanto, é necessário que o governo juntamente com o ministério da educação, promova um projeto capacitante juvenil. Está ação deve ocorrer por meio de parcerias com a iniciativa privada, como o SENAI e SESI, disponibilizando cursos e palestras gratuitas para preparar os jovens a ingressarem de forma factual no mercado de trabalho. Somente assim, será possivel que se perpetue um ensino libertador como o proposto por Paulo Freire.