A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 02/07/2024
Geração Nem-Nem é aquela que não estuda e não trabalha. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um quinto dos jovens brasileiros não estudam e não trabalham. Esse problema possui raízes diversas, como a falta de oportunidade, desigualdade social, problemas familiares, e até mesmo questões psicológicas. Dessa maneira, é válido analisar as causas e consequências do impasse para propor medidas cabíveis a sua superação.
Nesse sentido, cabe enfatizar a gravidez na adolescência como um dos fatores para manter jovens afastados tanto do ambiente educacional quanto do mercado de trabalho. Nesse aspecto, a responsabilidade de um filho nesse estágio dificulta o estabelecimento no mercado de trabalho pela necessidade de se dedicar a criança e pela falta de preparo para encontrar emprego. É possível observar essa dinâmica no filme ‘’Simplesmente Acontece’’, a protagonista Rosie engravida no último ano do colegial e logo se vê sem apoio financeiro do pai da criança, o que acarretou na procura por emprego e no abandono dos estudos por parte da jovem, ainda assim, por não ter qualificação ela conseguia apenas cargos temporários, não teve tempo e dinheiro para uma graduação, e por isso passou muitos períodos ociosos.
Outrossim, a consequência da desocupação dos jovens não é isolada ao indivíduo e reverbera no desenvolvimento do país. À vista disso, a ausência desses jovens na universidade diminui o avanço de pesquisas, criação de tecnologias e a qualificação profissional, ou seja, a longo prazo atrapalha a produtividade e o crescimento econômico. Uma prova disso é a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de que os nem-nem deixaram de injetar 46 bilhões de reais no Produto interno Bruto em 2022.
Mediante o exposto, é imperiosa a necessidade de combater os altos índices da Geração Nem-Nem no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego, investir na capacitação profissional de jovens. Isso deve ser feito por meio da abertura de cursos técnicos, bem como pela promulgação de projetos de apoio financeiro para alunos mais vulneráveis. Tem-se com isso o intuito assegurar para essa parcela a continuidade do estudo e melhor preparo para o mercado de trabalho e, por fim, mitigar os impactos da geração sem estudo e sem trabalho.