A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 19/10/2024
A atualização das condições trabalhistas no Brasil, ocorre em 2017, trazendo mudanças significativas no mercado de trabalho. Em outras palavras, a reforma trabalhista “normalizou” condições precárias de emprego e aumentou a especialização no regime formal de trabalho. Nesse sentido, é evidente um desestímulo para os jovens brasileiros que enfrentam impasses a inserção no mercado. Além disso, o difícil acesso a educação qualificada fomenta o fenômeno: jovens que nem estudam nem trabalham.
Em primeira análise, os estudos apontam o aumento dos empregos informais, que trazem condições insalubres e repulsadas pelos jovens. Isto é, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 41% dos trabalhos não são formais e isso implica no cenário de falta de segurança, já que é perceptível nessas jornadas remuneradas: falta de proteção social, condições precárias e exploração. Consoante a isso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) aponta o aumento, na última década, da insegurança do trabalhador informal, aumentando os desafios para garantir a permanência dos mesmos. Portanto, é notória a situação empregatícia no país, refletindo em uma juventude que recusa essas condições insustentáveis.
Em segunda análise, a carência do ensino profissionalizante, sendo essencial para impulsionar a inclusão no mercado de trabalho, impossibilita o jovem de buscar o emprego formal. Dito isso, o IPEA expõe: apenas 11% dos estudantes têm acesso ao ensino técnico, diferindo da média de outros países (68%), ou seja, a inexistência de políticas públicas que incentivem programas educacionais e professores preparados para a instrução de cursos técnicos, torna-se uma problemática que dificulta a reversão desse cenário.
Dado o exposto, é indubitável ações que visem modificar e combater esses índices apresentados. Cabe a Comissão Especial a revogação de artigos trabalhistas, visando melhores condições de trabalho e ao Ministério da Educação mais verba para investir em políticas públicas de incentivo ao ensino profissional. Por meio de programas educacionais que ofereçam cursos técnicos e palestras de conscientização com a finalidade de assegurar futuras propostas de trabalho.