A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 30/10/2024

“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivÍduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é verificada na necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, onde essa situação cria implicações profundas para o futuro do país, limitando o desenvolvimento pessoal e profissional desses jovens, além de comprometer as perspectivas de carreira e de qualidade de vida. Dessa forma, a problemática persiste devido não só à ineficiência governamental mas também a má influência midiática.

Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, visto que a falta de investimentos nas redes de ensino e nas capacitações profissionais desmotiva esses brasileiros a prosperarem no rumo acadêmico e, consequentemente não os prepara adequadamente para o mercado de trabalho. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da estagnação em que se encontra.

Pela afirmação de Orwell, a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto à necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, já que a mídia pode promover valores que desvalorizam a educação e glorificam estilos de vida superficiais, pois a exposição ao conteúdo que mostra sucesso fácil e rápido leva à frustração e à desistência para seguir algum caminho na vida, seja profissional ou acadêmico. Desse modo, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.

Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta a urgência em enfrentar os elevados índices de jovens desocupados no Brasil. Tal ação pode ainda contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a má influência midiática presente no problema. Dessa forma, o Brasil poderá ter menos “Cidadãos Invisíveis”, como defendeu Dimenstein.