A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 18/04/2018
Tabu e futilidade. Estas são as adjetivações atribuídas pelo senso comum às doenças mentais. Mediante à escassez de debates e conhecimentos fundamentais sobre o problema, o Brasil tem enfrentado, além de dificuldades no controle, a chamada psicofobia, que trata-se do preconceito e negligenciação ao portador dos transtornos. No entanto, pelo fato de que saúde remete à somatória do bem-estar físico, mental e social, denota-se a necessidade da correção dessa adversidade vivenciada.
Depressão, distúrbios de ansiedade e pânico, transtornos bipolares e a esquizofrenia, são alguns dos exemplos das doenças existentes. Geradas por fatores hereditários ou ambientais, como rotina estressante, traumas, desordens metabólicas e endócrinas, as primeiras são as principais causas de suicídios, isolamentos sociais e doenças secundárias, sendo estas o câncer, derrame e problemas cardiovasculares.
Em 2017, uma publicação feita por uma funcionária nas redes sociais repercutiu mundialmente. A mesma, ao avisar que afastaria-se temporariamente do trabalho para cuidar da sua saúde mental, recebeu uma resposta positiva do chefe ao concordar e elogiá-la pela decisão. Contudo, uma atitude que deveria ser considerada básica e normal, foi vista como surpreendente e rara, uma vez que, nem todos compreendem a indispensabilidade de respeitar-se os limites da mente.
Fica evidente, portanto, que é imprescindível a divulgação midiática e das escolas, através de propagandas, aulas e palestras, dos sintomas e da importância dos casos já mencionados, a fim de uma primeira identificação pessoal do quadro, seguida por uma busca pela confirmação médica, podendo os últimos, indicarem medicamentos adequados e acompanhamento psicológico como vias de tratamentos. Não muito obstante, a prática de exercício físicos, uma boa alimentação e momentos de lazer, além de serem métodos que ajudam na cura, são profiláticos. E por fim, existem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem serviços de saúde comunitários, acessíveis para todas as classes sociais.