A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 21/04/2018

A saúde mental no Brasil e no mundo

Muito se discute a importância da saúde corporal e dos tratamentos estéticos para um melhor aproveitamento da vida, mas pouco se fala sobre a saúde mental. Desde sempre, as doenças mentais tem sido um tabu na sociedade e esses assuntos são totalmente evitados. Talvez, por medo de não saber como ajudar ou por vergonha de ser visto com uma pessoa que possui um transtorno mental. As pessoas que vão ao psicólogo ou psiquiatra, são erroneamente taxadas de loucas ou ingratas, mas, a realidade é que uma em cada quatro pessoas no mundo sofre ou sofrerá com algum tipo de doença mental na sua vida.

Há alguns anos, a OMS, Organização Mundial da Saúde, divulgou um relatório sobre a saúde mental e o seu desenvolvimento, no qual dizia que as pessoas com deficiências mentais e psicológicas, estão entre os grupos mais marginalizados nos países em desenvolvimento. Por serem considerados inválidos, os doentes mentais não recebem a inclusão necessária e isso causa um aumento do número de desempregados nos países, principalmente aqui, no Brasil.

As discussões sobre a saúde mental no Brasil, tiveram início durante o século XIX. Naquela época, o doente era totalmente isolado da sociedade e levado ao manicômio, onde recebia um tratamento cruel e tinha uma série de direitos violados. Mesmo anos depois da reestruturação da assistência psiquiátrica e tendo sido aprovada a lei que dá proteção e direitos à pessoas portadoras de transtornos mentais, uma simples ida ao psicólogo ainda é vista com maus olhares.

Mas por que, mesmo depois de tanto tempo e em uma sociedade tão modernizada, a depressão, por exemplo, é considerada loucura? Nos dizemos tão evoluídos, mas não sabemos lidar com a ansiedade do vizinho, a Síndrome de Down do de um parente ou o autismo do colega. Contanto que ele não esteja infringindo os seus direitos, não há nada de errado em a pessoa ser do jeito que ela é e viver em sociedade. Devemos fazer de tudo para incluí-los em nosso meio, de forma que eles não se sintam rejeitados ou diferentes, mas sim, acolhidos. Como, por exemplo, não fazer diferenças no meio escolar e não duvidar da capacidade de pessoas com transtornos mentais.

Atualmente, qualquer pessoa pode ter atendimento psiquiátrico ou psicológico de forma gratuita, recorrendo ao Sistema Único de Saúde, mais conhecido como SUS. Levando-se em consideração esses dados, concluímos que houve uma evolução significativa em apenas algumas décadas, mas ainda temos muito o que evoluir até atingirmos a igualdade social.