A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 22/05/2018
De acordo com o OMS, 400 milhões de pessoas no mundo sofrem com doenças e transtornos mentais. Esse elevado número de casos evidencia a necessidade de debater sobre esse tão importante assunto. E, desta forma, tornar possível explicitar a necessidade de tratamento específico e especializado para esses casos, além de fazê-lo acessível à todos.
O autodiagnóstico e medicalização torna a problemática das enfermidades mentais ainda mais grave. Os múltiplos sintomas apresentados por essas patologias necessitam da avaliação de especialistas, visando ser feito um diagnóstico acertivo que possibilite uma abordagem eficaz do problema. Hodiernamente, é comum a autoanálise psiquiátrica, baseada em casos de conhecidos, informações obtidas na internet e em possíveis benefícios da utilização indiscriminada de medicamentos para tais transtornos. À exemplo, o amplo uso de remédios para défict de atenção utilizados desnecessariamente por concurseiros para aumentar sua concentração e performance nos estudos.
Por outro lado, outra dificuldade a ser superada para o enfrentamento do problema é a inacessibilidae aos profissionais e tratamentos adequados para essas doenças. Apesar de existirem na rede pública de saúde brasileira, o número de atendimentos disponibilizados é aquém do necessário. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas possuam transtornos mentais, o que torna indispensável a ampliação do a acesso a esses recursos terapêuticos, de modo a assegurar o cumprimento do acesso de todos à saúde de qualidade, direito básico assistido pela Constituição do país.
Portanto, o icentivo à busca de ajuda médica especializada e a acessibilidade a mesma, são questões a serem superadas, evidenciando a necessidade de debater-se sobre as doenças mentais no Brasil. Visando a concretização dessa discussão, o Ministério da Saúde deve lançar campanhas de alcance nacional, vinculadas na grande mídia, que instruam a população à cerca dos transtornos mentais.