A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/05/2018

O ser humano necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Todavia, perante a conjectura Aristotélica, política e naturalmente sociável, inúmeras de suas antiéticas praticadas corroboram ao contrário. Nesse viés, atualmente, no que concerne à necessidade de debater os distúrbios psíquicos no território nacional, é perceptível que essa situação deplorável está intrínseca por decorrência da falta de investimento sociais no Brasil. Urge, assim, a mobilização homogênea da conjuntura social e do Ministério Público para combater o entrave.

Convém frisar, a princípio, que o preconceito da sociedade civil é reflexo do convívio gregário conturbado. Por esse prisma, consoante ao postulado Durkheimiano, o fato social reflete uma maneira de agir e raciocinar, provida de exterioridade, generalidade e coercitividade. Sob tal perspectiva, nota-se que a discriminação com os deficientes mentais assemelha-se à ótica do antropólogo, isto é, se uma criança convive em um âmbito no qual os indivíduos manifestam esse hábito, decerto, irá incorporá-lo por virtude da vivência em grupo. A lógica rejeitadora, por conseguinte, é transmitida através de gerações, amplificando expressivamente a dificuldade de socialização das pessoas com distúrbio psicológico.

Outrossim, é pertinente enfatizar o ínfimo investimento Governamental como um aspecto preponderante para intensificação dos problemas mentais no aglomerado urbano. Conforme exposto no Portal G1, a precária infraestrutura dos postos psiquiátricos, conjuntamente, com a falta de profissionais especializados em patologias cognitivas, colabora intensamente para casos de suicídio no país. À vista dessa referência, é visível que as pessoas usuárias desse setor público, de fato, deparam-se em uma circunstância de desmazelo, pois, embora o Estado deposite capital na saúde comunitária, como paradigma, contratação de alguns psicólogos e psiquiatras, é irrefutável que ainda esbarre na falta ou ausência de postos específicos e nas ínfimas práticas preventivas para o autocídio. Um direcionamento eficaz do dinheiro estatal, destarte, é fundamental para transpor a barreira do enfermo.

Torna-se evidente, portanto, uma medida para reverter esse cenário repugnante. A fim de mitigar o impasse, é imensurável a relevância da família, em consonância com a escola na fomentação da ética e moral dos jovens, podendo ocorrer mediante palestras, peças teatrais e conversas que visem contemplar as divergências e respeitá-las, assim como apresentar as consequências do ato preconceituoso, como o fito de atenuar o isolamento e o suicídio entre as pessoas com distúrbio mental, para que a nação disponha de um desenvolvimento sociável e respeitador. Em harmonia com a tese Durkheimiana, em síntese, esse fato social será gradativamente suplantado na pátria brasileira.