A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 05/07/2018

Doenças mentais sempre existiram. Apesar das mudanças na forma de observá-las, o debate sobre esses transtornos ainda é negligenciado pela sociedade. A ignorância a respeito do assunto proporciona condições favoráveis para que o preconceito emerja e ideias pré-concebidas erroneamente perpetuem na mente das pessoas, até mesmo entre as próprias vítimas.

Até meados do século XX, os sombrios manicômios configuravam-se como depósitos humanos de indesejados sociais, onde o ‘’louco’’ era visto como aberração e excluído da sociedade. Muitos anos se passaram desde então, mas os estereótipos injustos que se associam aos portadores de doenças mentais, ainda permanecem vinculados a uma ideia equivocada de mau e comportamento perigoso. Por consequência, os portadores dos distúrbios são acometidos pela vergonha de assumi-los e procurar por ajuda profissional.

Para o sociólogo e filósofo alemão, Jürgen Habermas, em uma sociedade totalmente madura, os indivíduos discutem para conseguir evoluir juntos. Dito isto, visualiza-se a importância da visibilidade para o debate sobre as doenças mentais, que estão presentes no cotidiano às vezes de forma imperceptíveis, visto que é esperado comportamentos estapafúrdios do portador, fruto da visão estereotipada que qualquer pessoa que sofra com determinado transtorno mental possui necessariamente aparência louca ou bizarra. Não há conversa significativa que busca a compreensão a respeito, o suporte efetivo da comunidade não ocorre.

Diante do exposto, dar-se a entender que a visibilidade sobre as doenças mentais é a melhor maneira de proporcionar uma discussão significativa que traga mudanças. O Ministério da Saúde deve elaborar palestras para serem ministradas em escolas e ambientes de trabalho, informando e também contribuindo para a divulgação dos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Juntamente a isto, cabe também a mídia fornecer documentários informativos que busquem conscientizar a todos.