A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 06/10/2026

Na obra “Divertida Mente 2”, a personagem enfrenta desafios ao lidar com a ansie-dade, evidenciando a importância de debater as questões relacionadas à saúde mental. De maneira análoga, ainda pouco se discute sobre a necessidade de am-pliar o debate acerca das doenças mentais. Nesse contexto, tal problemática é agravada pela baixa visibilidade midiática e pela insuficiência de políticas públicas. Com isso, torna-se necessário analisar tais fatores.

Nesse sentido, é fundamental destacar como a baixa visibilidade midiática agrava o problema. Segundo o filósofo Noam Chomsky, os meios de comunicação têm gran-de poder sobre a opinião pública. Entretanto, a pouca visibilidade da imprensa con-tribui para a continuação do preconceito e da desinformação que favorece a cren-ça equivocada de que o diagnóstico de uma doença mental torna o indivíduo, de forma generalizada, menos capaz de estudar, trabalhar, relacionar-se ou exercer sua autonomia. Dessa forma, enquanto não houver maior visibilidade sobre indiví-duos com doenças mentais, o problema continuará sendo reproduzido.

Além disso, é essencial discutir como a insuficiência de políticas públicas agrava o problema. Segundo o historiador José Murilo de Carvalho, a cidadania no Brasil foi construída de forma incompleta e desigual. Sob essa perspectiva, embora indivídu-os com doenças mentais possuam formalmente o direito à saúde, muitos encon-tram dificuldades para usufruí-lo de maneira efetiva. A insuficiência de investimen-tos em serviços especializados e na capacitação de profissionais dificulta o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Com isso, ampliar o debate acerca das doenças mentais também é necessário para estimular a cobrança social por políti-cas públicas capazes de garantir efetivamente os direitos desses indivíduos.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, am-pliar o debate sobre doenças mentais por meio de campanhas informativas nos meios de comunicação, a fim de combater estigmas e desinformação. Ademais, deve-se investir na rede de saúde mental, com mais serviços especializados e pro-fissionais capacitados. Tais medidas têm como objetivo reduzir o preconceito, ga-rantir o acesso adequado ao tratamento, promovendo maior inclusão social e efetivação do direito à saúde.