A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 16/07/2018
No filme, O extraordinário, dirigido por Stephen Chbosky, traz a história de Auggie, um menino que nasceu com uma deformidade facial, que começa a frequentar a escola, passando por desafios ao encarar uma sociedade que não é familiarizada com a sua singularidade. Entretanto, como no filme, os indivíduos que sofrem com doenças mentais passando por situações parecidas, seja pela falta dessa pauta na sociedade, ou seja pela carência dos tratamentos adequados à saúde mental.
No que se refere aos transtornos, a escassez informativa acerca do assunto dificulta a compreensão social de como prestar assistência a esses indivíduos, como a depressão, que muitas vezes é banalizada pelo senso comum sendo classificada por frescura, ignorando sua gravidade. A sociedade não é preparada para lidar com essas pessoas e nem receber instruções para identifica-las e ajudar quem tem tais enfermidades.
Torna-se evidente, que o Estado é impossibilitado de conceder auxílio a todos os portadores dessas doenças, no qual somam mais de 20 milhões de pessoas em todo o país. Assim, segundo a filosofa Hannah Arendt, a sociedade se forma sob o pilar de direito a ter direitos, apesar da Lei de Paulo Delgado que os assegura disso, ainda à muita negligência em agilizar esses processos, complicando a vida de quem precisa de medicamentos ou tratamentos.
Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde junto com empresas privadas desenvolvam campanhas midiáticas que passem em redes televisivas em horários nobres e em publicações nas redes sociais, discutindo sobre a presença de milhares de pessoas que têm doenças mentais e de como tratá-las, já que é um grupo com pouca visibilidade social.