A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 27/06/2018
No século VIII, na antiga civilização Romana, as crianças nascidas com deficiências eram vistas como monstruosidades, no qual os pais tinham permissão para sacrificar os filhos que possuíam algum distúrbio ou doença. Contudo, apesar do desenvolvimento das sociedades, os paradigmas de que os doentes mentais devem ser completamente afastados da sociedade ainda existem, do mesmo modo, o pouco conhecimento sobre os vários tipos de distúrbios mentais acarretam um preconceito, para com esse indivíduos, cada vez maior.
Dito isso, mesmo existindo locais não governamentais que têm como objetivo efetuar um estudo científico e livros com intuito de difundir a questão dessas pessoas, a falta de acesso a esses materiais faz com que tais discussões não alcancem todo a população. Como por exemplo o livro articulado pelo Ministério da Saúde, intitulado Política Nacional de Atenção Básica, em que, no caderno de número 34, tem-se um documento no qual aborda a questão da saúde mental, como ajudar alguém e a quem recorrer.
No entanto, essa cartilha está disponível apenas na internet, e não há divulgação alguma da existência dessas páginas. Assim, o desconhecimento sobre esquizofrenia, transtorno bipolar e principalmente depressão, que muitas vezes é confundida com preguiça e, além disso, é, de acordo a Organização Mundial da Saúde, o segundo maior problema de saúde pública no Brasil, levando a criação de esteriótipos. Isto é, o pouco entendimento leva a população a excluírem as pessoas que possuem alguma doença mental, em vez de ajudá-los.
Portanto, dado que o debate sobre as pessoas que possuem algum problema mental ainda é visto com um tabu e precisa ser discutido na sociedade brasileira atual, é de suma importância que o Governo Estadual, por meio de impostos, distribua a cartilha elaborada pelo Ministério da Saúde nas escolas da rede pública para o ensino médio, a fim de alertar e informar os jovens, que logo se tornarão adultos, a respeito dos tratamentos, ajudas e os tipos de transtornos. Dessa forma a escola juntamente com o Governo poderão incentivar o debate a cerca dessas doenças e, cada vez mais, difundir essas informações aos cidadãos.