A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 28/06/2018

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a necessidade de debater as doenças mentais, no brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não necessariamente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de atitude do Governo, seja pela negligência e compactuação da sociedade.

É inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema, entretanto a falta de atitude do Governo possui estreita relação com a falta de debates de doenças mentais, seja no meio público ou privado. Isso porque a falta de investimentos em projetos para incentivar a discussão e o entendimento de doenças relacionadas ao órgão cerebral gera uma sensação de abandono. Neste contexto, o filósofo grego Aristóteles afirma, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade.

Ademais, destaca-se a negligência e compactuação da sociedade como impulsionador do problema que se omite diante a situação de descaso público e aceita situações de preconceitos com as pessoas portadoras de doenças mentais. Nesta pespectiva, o pensador e ativista francês Michel Foucault afirma que é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Desse modo, a sociedade torna-se a principal vítima de suas próprias contradições, omissões e condutas.