A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 30/06/2018
Na literatura de Machado de Assis, em “O alienista”, o personagem principal, um médico, internava compulsoriamente todos aqueles que eram mal vistos pela sociedade. No Brasil, ainda há um preconceito com portadores de doenças mentais. Essa discriminação se dá devido a banalização desses problemas e a falta de informação. Sendo assim, faz-se necessário um debate a respeito dos transtornos mentais no país em questão.
A depressão, o transtorno bipolar, a ansiedade generalizada e a esquizofrenia; todos esses são transtornos mentais subestimados na sociedade devido a má informação e a banalização dos sintomas. É comum ver-se na internet e nas redes sociais, piadas e “memes” atribuindo problemas mentais à loucura; tais brincadeiras corroboram para a desinformação e disseminação do preconceito.
Ademais, doenças mentais não são uma invenção do século XXI: na Idade Média, a esquizofrenia, por exemplo, era vista como maldição e os doentes eram vítimas de sessões de exorcismo. Esse pensamento foi passado de gerações e a apesar das lutas para combater o preconceito, a “psicofobia” - termo utilizado para referir-se à discriminação com problemas mentais - ainda é muito presente.
Em vista dos argumentos expostos, o Poder Público deve intervir no problema, realizando, através de instituições de combate à psicofobia, palestras em escolas e espaços públicos a respeito dos sintomas de determinados transtornos psicológicos a fim de reduzir a discriminação. Além disso, o Governo deve investir, através da Receita Federal, em uma maior fiscalização online para evitar que publicações preconceituosas e com informações erradas sejam compartilhadas; além de um maior investimento educacional para ensinar as crianças e adolescentes desde cedo e evitar a disseminação do preconceito. Ademais, deve haver uma parceria entre Governo e a mídia para a transmissão de propagandas televisivas para informar a população sobre os transtornos mentais e seus sintomas, permitindo o reconhecimento das doenças e evitar o preconceito, pois como disse o filósofo Voltaire: “O preconceito é a opinião sem conhecimento.”