A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 06/07/2018

No romantismo,a Geração Mal-do-Século foi assim caracterizada pelos seus traços pessimistas,melancólicos e mórbidos,que salientavam os distúrbios na saúde mental dos autores.No contexto atual,a necessidade de debater as doenças psicológicas é pertinente,em razão dos desafios  enfrentados para o seu tratamento.Com efeito,deve-se analisar a postura do Estado diante da problemática e a sua naturalização na sociedade brasileira,a fim de mitigá-la.

A priori,é válido enfatizar a negligência governamental em relação ao tema abordado.Isso se explica,pois, a carência de investimentos no setor de saúde pública acarreta a falta de assistência à pessoas com transtornos mentais,como a depressão, a bipolaridade e a ansiedade.Dessa formal,os pacientes sem acesso ao tratamento,devida à ineficácia estatal,sofrem com o agravamento do seu quadro inicial.

Em adição,convém ressaltar, como outro obstáculo, a banalização das doenças mentais.Isso ocorre,em suma,porque,grande parte da população,ainda não acredita na veracidade dos transtornos psicológicos e nos prejuízos ocasionados por eles.Ademais, a individualidade,abordada no conceito de Modernidade Líquida do sociólogo Zygmut Bauman,auxilia na fluidez das relações interpessoais, que dificultam,assim,o pedido de ajuda.Logo,medidas são necessárias para minimizar os entraves mencionados.

Fica evidente,portanto,a relevância do diálogo sobre os distúrbios mentais.Diante desse cenário,cabe ao Ministério da Saúde investir em programas,como o Centro de Atenção Psicossocial,além de enviar recursos para os hospitais psiquiátricos,que deverão com eles otimizar as suas infraestruturas, com a especialização de profissionais e a compra de medicamentos,com o intuito de oferecer um tratamento acessível e adequado aos pacientes.Por fim,ele,em conjunto com a mídia,deve promover campanhas de conscientização sobre a importância do debate sobre o tema e o respeito a ele.