A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 12/07/2018

De acordo com a geração ultra-romântica da literatura brasileira, os distúrbios mentais eram ícones do “mal do século”. Atualmente, essa problemática persiste. Sendo crescente o número de brasileiros diagnosticados com transtornos mentais e tornando necessária a inclusão desses indivíduos socialmente. Logo, atenuar esse impasse é um dos principais desafios contemporâneos.

Em primeiro lugar, vale ressaltar o impacto da vida moderna sob as relações interpessoais. Conforme Zigmunt Bauman e seu conceito de modernidade líquida, as interações dos indivíduos tornaram-se mais superficiais e menos duradouras. Isso propicia um sentimento de vazio íntimo e agrava psicopatologias, como a depressão por exemplo.

Ademais, apesar dos avanços obtidos com a mudança na Política Nacional de Saúde Mental, erradicando os antigos manicômios e implantando um plano para reintegrar o indivíduo na sociedade, ainda há muito a ser feito para uma ampla reinserção. A priori, é fundamental a mudança no estigma social atribuído as pessoas que sofrem de doenças mentais, pois muitas vezes são excluídos do convívio social, vítimas da ignorância e preconceito social.

Dessa forma, é de extrema importância medidas que busquem atenuar a questão. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com a Mídia, divulgue campanhas educativas sobre o assunto, a fim de desmistificar preconceitos atrelados a doentes mentais, objetivando um melhor convívio dessa população. Para assim, obter a perspectiva de obter uma sociedade que saiba conviver com as diferenças.