A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 13/07/2018

Desde o ultra-romantismo a problemática dos transtornos mentais é retratado pela literatura brasileira como um ícone do “mal do século”. Atualmente, essa questão persiste na sociedade. O grande número de casos e a necessidade de integrar esses indivíduos ao convívio social, torna o tema um dos principais desafios contemporâneos.

A priori, vale ressaltar que o modo de vida contemporâneo agrava o impasse. Conforme afirmou Zigmunt Bauman em seu conceito de modernidade líquida, as relações humanas estão cada vez mais superficiais e efêmeras. Isso aumenta o sentimento de vazio íntimo e é um fator importante para os transtornos de depressão e ansiedade, podendo em alguns casos culminar no suicídio.

Ademais, conforme a Organização Mundial de Saúde, a definição de saúde abrange o bem-estar físico, social e mental do indivíduo. No Brasil, para se buscar esse conceito amplo de saúde, o novo Plano Nacional de Saúde Mental, em detrimento aos antigos manicômios, foi um grande avanço no objetivo de reintegrar pessoas com distúrbios psíquicos ao convívio social. Contudo, devido a falta de debate sobre o tema, as questões mentais, geralmente, são vistas pelo senso comum como algo ínfimo, fazendo com que haja preconceito e exclusão, consequentemente dificultando o problema.

Logo, é necessária a desconstrução do estigma de preconceito social às psicopatologias, para de fato obter a inclusão e acolhimento desse indivíduos. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, através de palestras com especialistas em suas mídias sociais, promova uma campanha educativa sobre a importância de debater o problema. Ademais, é preciso uma parceria entre o Estado e Empresas, através de incentivos fiscais, para o apoio de projetos multidisciplinares que visem a busca pela saúde mental da população. Assim, obtém-se a perspectiva de atenuar à questão.