A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 13/07/2018

Um progresso insuficiente

No século XX, pessoas consideradas loucas eram internadas em sanatórios por suas famílias, onde eram maltratadas e viviam em condições deploráveis. Hoje, apesar dos avanços na legislação brasileira e no tratamento dos doentes mentais, ainda há uma barreira: o modo que a sociedade os enxerga. Visto que a família e a sociedade são fatores limitantes para qualidade de vida desse indivíduo, faz-se necessário o esclarecimento de ambos os segmentos.

É notório que a insipiência dos familiares acerca das doenças mentais é um agravante no quadro clínico desse indivíduo pois, muitas vezes, o paciente não é levado à sério. Uma vez que sua qualidade de vida se torna vinculada à participação e credibilidade que sua família lhe fornece, o esforço que o paciente fará para voltar à normalidade é maior quando recebe apoio. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, saúde não é somente a ausência da doença, mas o bem estar físico, mental e social, nesse sentido, é essencial que socialmente o doente se sinta bem, para que também se sinta mentalmente.

Outrossim, a sociedade age de forma limitante na vida desse indivíduo, à medida o marginaliza, analogamente ao que ocorria no século XX. Porquanto os veem como incapazes, são  diversas vezes excluídos no âmbito laboral e educacional e, por isso, não conseguem ter qualidade de vida. Um exemplo de quebra desse paradigma é o filme “Uma mente brilhante” em que o protagonista apesar de ter esquizofrenia, é um físico brilhante, se casa e tem sua própria família, ou seja, a doença não o impediu de ter uma vida plena.

Urge, portanto, a necessidade de esclarecer a população sobre as doenças mentais. É imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria com agentes midiáticos,como as redes sociais e a televisão, faça campanhas esclarecendo sobre os principais sintomas e a seriedade dessas doenças, através de propagandas e posts na rede, para quebrar os paradigmas a elas associados, e que  a Escola realize um dia de palestras acerca dessas doenças, a fim de formar adultos mais conscientes e, por conseguinte, uma sociedade mais tolerante.