A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 17/08/2018
Os problemas relacionados à saúde mental existem no mundo todo há séculos. Com isso, tal transtorno só passou a ter uma visão menos preconceituosa nos dias atuais. No Brasil, sobretudo, a criação dos Centros de Apoio Psicossociais (CAPS) promoveu um maior apoio para a população, tendo em vista seu atendimento gratuito.
Sabe-se que a humanidade convive com a loucura há anos e, antes de torna-se um assunto médico, “o louco” era visto pela sociedade de forma negativa, fator pelo qual eram marginalizados. Além disso, na Europa, durante o século XVIII, os doentes mentais eram confinados em manicômios, onde eram submetidos a tratamentos, como a lobotomia, os quais acreditava-se que funcionaria como cura. No entanto, nos séculos seguintes, movimentos, iniciados na Itália, são feitos para criticar tais métodos, o que repercute no mundo inteiro - inclusive no Brasil.
Ademais, no Brasil os movimentos de reforma psiquiátrica iniciam-se na década de 70, período de redemocratização política no País, com a mobilização de médicos e familiares de pacientes com transtornos mentais. Além disso, em 1986 foram criados pelo Governo os Centros de Apoio Psicossociais (CAPS), visando atender a população como um todo gratuitamente por um curto período de tempo. Contudo, a área de atuação desses centros não é tão ampla, o que faz com que cidades do interior fiquem sem acesso. É importante pontuar, também, que atualmente se vê a necessidade de acompanhamento psicológico com funcionários de empresas, com a polícia e os bombeiros, tendo em vista que a sociedade atual tem demonstrado possuir um maior índice de doenças mentais seguidas de suicídio.
Em suma, fica clara a necessidade de que se tenha um maior cuidado com indivíduos portadores de doenças mentais. Primeiramente, é papel familiar ter maior atenção com o doente, procurando ter participação ativa em sua vida, com o intuito de demonstrar apoio, o que auxilia na diminuição de índices de suicídio. Também cabe à empresas promoverem acompanhamento terapéutico para seus funcionários com consultas, semanais ou mensais, as quais identifiquem qualquer transtorno ocorrente com o servidor, na intenção de promover o bem estar físico e psicológico dos funcionários no ambiente de trabalho. Por fim, é dever do Ministério da Saúde expandir a atuação do CAPS, principalmente em cidades do interior - as quais não têm acesso - para que haja a inclusão de todos, afim de combater qualquer consequência advinda do distúrbio mental.