A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 17/07/2018

De acordo com uma pesquisa feita, em 2017, pelo G1, plataforma da empresa Globo, 20% das pessoas adultas tendem a sofrer de algum tipo de doença mental em algum momento da vida. Sendo assim, análogo ao que ficou caracterizado pela Literatura, no início do século XVIII, como ultrarromantismo, fase literária marcada pelo pessimismo, baixa autoestima e transtornos psicológicos, hoje, no século XXI, esses problemas ainda perduram na sociedade. Mas, com o progresso da ciência e tecnologia, essas problemáticas podem ser debatidas e amenizadas, seja pela atuação de organizações cidadãs, seja pela maior efetividade do Estado.

Primeiramente, é válido afirmar que, nos dias atuais, de acordo com o pensador Zygmunt Bauman, a era da “modernidade líquida” ganhou destaque. Seguindo esse raciocínio, as relações políticas, familiares e trabalhistas tornaram-se instáveis, seja por causa do processo de globalização, que permite o aumento da disseminação das informações, seja devido ao progresso tecnológico, que passou a selecionar sujeitos mais capacitados para determinados âmbitos laborais. Dessa forma, os cidad passaram a desenvolver transtornos mentais, como, por exemplo, depressão e ansiedade, pois, como não conseguem obter uma vida estável, acabam entrando em pânico e ficando com medo do futuro.         Sob essa ótica, faz-se necessário que o Estado seja mais efetivo nas ações. Embora, ainda de acordo com o G1, as atuações públicas tenham sido eficazes nos últimos anos, criando mecanismos de diagnóstico e tratamento amplos, especialistas na área consideram a rede pública ainda insuficiente. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, nenhum hospital municipal faz atendimento ambulatorial psiquiátrico, como consultas agendadas, por exemplo. Fica evidente, então, a necessidade de os órgãos públicos planejarem melhores condições de acessos para tais casos de patologias mentais, pois uma pessoa com esquizofrenia, se não tiver um acompanhamento adequado, pode causar impactos para si e para outras pessoas, uma vez que, alucinações são características dessa doença.

Fica claro, portanto, que a sociedade está passando por um cenário de instabilidade emocional. Desse modo, o Ministério da Saúde poderia repassar recursos aos hospitais municipais e estaduais para, mediante licitações, contratar novos profissionais e comprar equipamentos a fim de ampliar o atendimento ambulatorial e emergencial, objetivando um acompanhamento adequado aos pacientes. Somado a isso, as organizações não governamentais, por meio de parcerias com as prefeituras, fornecendo lugares públicos, deveriam, através de palestras e conferências, buscar mostrar para a população os males desses transtornos, para que, assim, as pessoas passem a procurar tratamentos.