A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 20/07/2018

No planisfério contemporâneo,a incidência alarmante de distúrbios psicológicos tem configurado-se como o grande mal do século, sendo um problema de saúde pública global,recorrente,em oposição a outras epidemias,tanto em países desenvolvidos quanto em subdesenvolvidos.No entanto,a insuficiente busca pelo resguardo da saúde mental,somada ao preconceito crescente para com o tema e com os indivíduos afetados, e a deficiente democratização do conhecimento sobre salubridade mental,mediante a falta de reflexões sobre o assunto,contribuem para a banalização da patologia.Assim,o debate acerca da temática torna-se fulcral para a preservação do bem-estar da população.

Nesse contexto,é válido destacar que o tabu envolvendo doenças mentais é um dos fatores que mais dificultam a busca por ajuda,fazendo com que o tratamento de um distúrbio mental não tenha o mesmo apreço que o cuidado para com a saúde física.Assim,sem o auxílio psicológico e, muitas vezes,amparo familiar e social, são muitos os indivíduos que ceifam as próprias vidas.Desse modo, enfermidades como a depressão são a principal causa de suicídio no mundo,acometendo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS),mais de 350 milhões de pessoas no globo.

Ademais,ponderações sobre o tema não são homogeneamente distribuídas no contexto hodierno, permanecendo,frequentemente, apenas no âmbito acadêmico, sendo expressiva a falta de sapiência populacional sobre como não negligenciar a saúde mental própria e a do grupo familiar e social.Além disso,são insatisfatórias as medidas governamentais para criar e divulgar projetos e políticas de amparo à saúde mental da sociedade.Assim,no Brasil, a publicação em 2013 dos “Cadernos de Atenção Básica” -dentre os quais havia orientações sobre saúde mental ou psicológica- não obteve alcance efetivo,deixando uma grande parte do país,que possui dimensões continentais,leiga quanto ao assunto.

Portanto, com o fito de sanar os quesitos que obliteram a preservação da saúde psíquica global, é imprescindível que discussões sobre o tema sejam intensivamente instigadas,tanto em conferências internacionais quanto individualmente em cada nação,devendo o Ministério da Saúde promover debates esclarecedores, que podem ser ministrados por psicólogos em escolas,centros públicos e postos de saúde,alertando principalmente as famílias sobre sintomas de disfunções mentais, como oferecer ajuda aos filhos,e oferecendo recursos para ajuda psíquica. Além disso,é fundamental que o Governo de cada país, em parceria com a mídia socialmente engajada, faça uso de mecanismos persuasivos mais eficientes e incisivos,com o uso de filmes, séries e postagens online, a fim de barrar o preconceito social envolvendo distúrbios mentais e incentivar a busca por auxílio,tratando as doenças mentais como um quesito que pode levar ao suicídio,como a depressão, e que deve ser cuidado.