A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 05/08/2018
Na sociedade contemporânea, a necessidade de debater sobre as doenças mentais se apresenta como um fator de grande importância para a formação social. Isso se deve, sobretudo, ao aumento nos casos relacionados aos transtornos mentais. No entanto, a ausência de políticas públicas mais especificas e uma educação preventiva que visem debater e combater os avanços nos casos de doenças mentais dificultam o problema. Logo, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao enfrentamento dessa questão.
Em verdade, no início do século XVIII, o ultrarromantismo representou a segunda geração da escola literária do romantismo brasileiro, foi caracterizada pelo pessimismo extremo, conhecido como mal do século. Qualificado por sentimentos de ódio, melancolia e defasagem da autoestima, que mancou toda uma geração da época. Na sociedade moderna, é possível observar traços dessa geração com aumento dos casos de distúrbios mentais que são doenças como a depressão e a fobia social, na qual muitas vezes não são vistas ou tratadas como devem, o que acaba ocasionando o aumento no número de casos. Conforme dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, os casos de depressão aumentaram cerca de 28% de 2005 a 2015, quando chegou a universo de 322 milhões de pessoas no mundo e na maioria dos casos acabam em suicídio, ainda segundo a Organização Mundial de Saúde mais de 57% da população mundial não sabe o que são os transtornos mentais ou como tratá-los. Com isso, é notório a importância de criar mais políticas públicas preventivas.
Outrossim, os transtornos mentais ainda são considerados tabus sociais e pouco discutido na sociedade, pois gera uma sensação de culpa e mal-estar nas pessoas, isso decorre, principalmente, pela ausência de uma educação mais expansiva que introduza as discussões sobre esse assunto no meio social. Nessa perspectiva, é importante ressaltar como preconizado pelo sociólogo Polonês Zygumunt Bauman em seu livro a Modernidade Liquida, os indivíduos têm cada vez mais dificuldade de comunicação afetiva na sociedade, já que com a era das tecnologias as relações tornaram -se cada vez mais inconstantes, levando-os a viver no mundo virtual e esquecer da importância dos relacionamentos interpessoais para sua saúde física e mental.
Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de debater e combater as doenças mentais na sociedade. Para tanto, o Governo Federal deve criar mais políticas de públicas preventivas que visem investir em programas sociais com especialistas da área da psicologia para identificar as causas e descrever o perfil dos indivíduos que desenvolve as doenças mentais com intuito de tratar da forma correta aqueles que possuem esse problema. Cabe-lhe, ainda, em parceria com as instituições educacionais, aumentar a carga horaria de disciplinas como a filosofia e a sociologia, com intuito de intensificar os debates sobre as causas dos transtornos mentais com os jovens. Ademais, cabe às ONGs criar projetos sociais, por meio de debates e palestras com especialistas, mensalmente no âmbito social, visando mostrar aos indivíduos a importância de combater essa questão.