A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 12/08/2018
A geração ultrarromântica de 1953 expôs uma arte voltada para o desapego e nacionalismo, mergulhando obras em um sentimento melancólico como fuga da realidade.Contudo, esse estado depressivo tem adquerido amplas proporções entre a população brasileira, mediante ao reflexo de uma negligência social e a banalização da saúde pública.Ora, a cultura do desprezo à gravidade de doenças mentais, sedimenta o desrespeito aos direitos e o bem-estar de um cidadão.
Nesse viés, a frenética vida cotidiana das pessoas, impulsiona o avanço de doenças psicológicas no pais, pois consoante a filosofia de Jean Paul Sartre, mediante a responsabilidade de seus atos, a condição de liberdade condena o homem, assim um estilo de vida aflito somado a frustrações significativas, tornam os indivíduos vulneráveis ao desencadeamento de ansiedades e transtornos bipolares, as quais são capazes de exprimir consequências marcantes em suas vidas, como o suicido, dado que de acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), essas doenças afetam mais de 23 milhões de pessoas somente no Brasil. Desse modo, equilibrar a rotina implica em valorizar a saúde e o bem-estar da mente.
Ademais, a desvalorização com a seriedade de transtornos psicológicos, diminui os avanços terapêuticos para o tratamento dessas doenças, uma vez que a romantização da depressão, bipolaridade e o uso pejorativo do esteriótipo ‘’louco’’, neglicenciam os impactos debilitantes das doenças mentais na vida dos indivíduos, pois a indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém, conforme o poeta Mario Quintana. Logo, reconhecer a seriedade do aumento de doenças mentais no país, requer prezar pela saúde eminentemente.
Portanto, de modo que a valorização da saúde mental seja reflexo na sociedade brasileira, convém que o Ministério da Justiça efetive leis que beneficiem o tratamento ágil de pessoas portadoras de doenças mentais, como a lei n° 10.216( Lei Paulo Delgado), por meio de politicas pública que envolvam tratamentos simples e gratuitos em redes como o SUS (sistema único de saúde), para que o acesso a terapias comportamentais alcance mais pessoas desvalidas.E que, através das Mídias sociais, como o facebook e o instagram, seja realizados projetos que valorizem os impactos da depressão e outras doenças mentais, tal como as campanhas do ‘‘setembro amarelo’’, a fim de que a incidência de distúrbios psicológicos não se torne algo banal em meio a sociedade.