A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 02/08/2018
Em " As vantagens de ser invisível", Charlie é um garoto que após a morte de sua tia e o suicídio de seu melhor amigo, enfrenta crises de bipolaridade, ansiedade e depressão, atrapalhando suas relações sociais e sua desenvoltura. A comédia dramática de Stephen Chbosky retrata uma situação que está presente na realidade brasileira e traz transtornos, principalmente à autonomia das pessoas que sofrem com doenças mentais e a sua integridade na sociedade.
Historicamente, as pessoas que possuem doenças mentais têm sido alvos da marginalização e da indignidade no que tange aos seus direitos como humano. Comprova-se isso, com os recorrentes casos de invalidação desses grupos, em Minas Gerais por exemplo, o hospital colônia de Barbacena tornou-se simbolo da luta anti-manicomial, devido às condições desumanas que levaram a morte de milhares de doentes mentais por causa das torturas, falta de higiene e de estrutura precária em que eram submetidos.
Nesse ínterim, destaca-se a banalização de transtornos que são cada vez mais comuns, páginas como “graduação da depressão”, “futebol da depressão”, brincadeiras como a da baleia azul incitando o suicídio e enquetes diminuindo a gravidade de doenças como a depressão são cada vez mais comuns, assumindo-a como o “mal do século”, segundo dados da OMS, nos últimos dez anos houve um aumento de 18% nos casos de distúrbios como a ansiedade e outras doenças que afetam o psicológico.
É importante também destacar, o descaso do governo quanto a saúde mental, que segundo estatísticas da ONU, 70% a 80%¨dos enfermos não possuem tratamentos adequados, tornando essas enfermidades as que mais atinge a população mundial. Parafraseando uma das leis de newton que enuncia que para um corpo inerte entrar em movimento é necessário uma força atuando sobre ele, pode-se explicar a necessidade de órgãos de saúde competentes para mudar esse cenário.
Vê-se, portanto, a necessidade de debater as doenças mentais e procurar medidas que resolvam a problemática. Urge que o ministério da saúde e ONGs por intermédio das escolas e eventos públicos promovam debates e palestras elucidativas sobre a gravidade das doenças mentais e o perigo de sua banalização, para que essas doenças possam facilmente ser identificadas. Além do mais, páginas e jogos que incitem ao suicídio devem ser criminalizadas por fiscalizadores onlines financiados pelo ministério publico para que os dados da OMS possam ser revertidos. Por fim, o governo federal deve enviar verbas aos postos de saúde e grupos científicos para agregação de tratamentos eficazes, para que as doenças mentais diferente da série supracitada, não seja uma realidade inerte no Brasil.