A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 02/08/2018

Com a globalização e o mundo virtual mais presente do que nunca, a importância do ser foi reduzida à postagens, curtidas e compartilhamento. Por isso, há uma tendência cada vez maior de que a preocupação em parecer feliz e saudável exceda a preocupação e importância de realmente o ser. Nesse aspecto, entra a importância do debate de doenças mentais, cada vez mais recorrentes entre jovens e adultos. É necessário meios que desbanalizem tal temática e tornem o assunto mais presente e corriqueiro entre a população.

O leque de doenças mentais é grande; depressão, distúrbio de ansiedade, distúrbio do pânico, transtorno bipolar e esquizofrenia são exemplos desse grande quadro. Pesquisas apontam que em torno de 20% dos adultos sofrerão com alguma doença mental nessa faixa. Por mais alarmante que isso pareça, todas as doenças possuem tratamentos e um profissional especializado para trata-la.

Contudo, apesar de existir tratamento ele é pouco procurado. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em torno de 75 a 85% da população mundial que apresenta essa quadro não busca ajuda. Esse receio em tratar da mente é resultado da banalização do quadro. Por exemplo, o termo “depressão” é usualmente colocado em sátiras e páginas de humor na rede; fazendo que o quadro depressivo não seja visto com a seriedade que realmente ele tem por se tratar de uma doença de fato. A falta de busca por tratamento faz com que as doenças mentais apareçam no ranking de doenças que mais atinge a população mundial.

Tratando-se de doenças, esses quadros necessitam de atenção como qualquer outra mazela. É necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas educativas visando a quebra do tabu do assunto na sociedade. Como também, se preocupe em oferecer tratamento adequado em postos de saúde para aqueles que procurarem ajuda.