A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 13/08/2018
Atualmente, a sociedade brasileira possui um abismo no que se refere a saúde pública. O capitalismo moderno intensifica o pensamento racional ao passo que a empatia e a compreensão perde espaço. De maneira análoga com a primeira lei de Newton, a situação tende a permanecer como está se não houver um agente dinâmico, sendo assim, a sociedade necessita atualizar-se acerca das psicopatologias contemporâneas, de forma a não banalizar tal problemática.
Nesse contexto, seguindo conceitos do filósofo Zygmunt Bauman sobre a liquidez da modernidade, as relações interpessoais tornaram-se mais fluidas e pouco sólidas. Como produto dessa atitude, as relações rasas causam um vazio interno, proporcionando o aparecimento de doenças mentais como a depressão, esquizofrenia e diversos transtornos. É válido salientar que apesar dos múltiplos sintomas, as doenças psicológicas, hodiernamente, são confundidas com fatores cotidianos como o estresse e cansaço. Logo, o combate ao impasse encontra entrave no seu desenvolvimento.
Além disso, é preciso atentar-se ao contexto histórico, na idade média indivíduos com doenças mentais eram totalmente excluídos do convívio social. Assim sendo, atualmente, ainda há cidadãos que julgam tal prática como correto. Em vista disso, é indubitável que o meio em que se esta inserido, influência de maneira direta no avanço dessas doenças e na dificuldade de tratamentos adequados.
Medidas são necessárias para a solução do impasse, por subsídios governamentais, deve haver acompanhamento psicológico nas escolas, não só para os alunos mas também para os responsáveis, afim de compreender o meio a qual o jovem está inserido, para que da mesma forma, possa-se tratar e coibir a progressão da doença . Os meios midiático, com seu alto poder de influência, possuem o papel de alertar a população sobre os riscos e a seriedade das psicopatologias, desconstruindo assim, a ideia de superficialidade.