A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 03/09/2018

O filme “Nise- O coração da loucura” evidencia o dilema de uma médica que luta para humanizar o tratamento de doentes mentais, mas enfrenta muitos obstáculos para esse feito. Nesse sentido, as dificuldades de realizar um debate sobre as patologias mentais, que assolam a sociedade atual, ainda se deparam com o preconceito e tratamentos inadequados. Sendo assim, deve-se analisar a permanência de tais ações por toda a sociedade e buscar soluções eficientes e que amparem o doente.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a falta de informação sobre a gama de patologias ligadas à mente faz com que o assunto vire tabu. Geralmente, as pessoas associam doenças mentais apenas a imagens de inválidos dentro dos manicômios ou em momentos de surto. Porém, a depressão e a ansiedade, tão crescentes na população, também são  consideradas doenças mentais, já que afetam diretamente à saúde psicológica. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é recordista em transtornos de ansiedade no mundo com cerca de 9%, o que evidencia um desconhecimento social sobre o assunto.

Além disso, a ausência de tratamentos adequados são essenciais para uma possível recuperação ou convivência equilibrada com a patologia. Os recursos terapêuticos usados em casos mais graves, podem chegar a ser agressivos e até desumanos, como o isolamento forçado. Reconhecendo essa falha, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Saúde Mental, que busca o tratamento eficaz e humanizado aos que precisam.

Portanto, desmistificar a noção social sobre patologias mentais é primordial. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, deve implementar palestras periódicas e abertas ao público sobre o que são as doenças mentais, o tratamento e como a sociedade pode ajudar o paciente, por meio de especialistas como psicólogos e testemunho de familiares, buscando o criticidade social sobre o assunto. Ademais, a mídia deve veicular documentários e reportagens sobre as doenças, através da TV aberta, visando a curiosidade e o conhecimento social.