A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 27/08/2018
A necessidade de debater as doenças mentais
Doenças mentais são quaisquer anormalidades, sofrimento ou comprometimento de ordem psicológica e/ou mental que impedem as pessoas de se relacionarem de forma funcional com o mundo, ao nível familiar, laboral e/ou social.
As doenças mentais, se não tratadas, podem provocar transtornos para as pessoas, tais como insônia, perda de apetite, perda de concentração, e pensamentos mórbidos. Além disso, elas podem propiciar o aparecimento de várias outras doenças tais como de pele, de coração e, em casos extremos, o suicídio.
A Lei 10.216, denominada Paulo Delgado, promulgada em 2001, trata dos direitos, proteção e assistência dos portadores de transtornos mentais. Contudo, ela ainda não foi regulamentada até agora, decorrente de sua baixa priorização. Esta baixa priorização é fruto, principalmente, da sua banalização pela sociedade, oriunda do seu desconhecimento e preconceito. Muitas pessoas acham que as doenças mentais são “frescuras” e muitas das que as tem recusam-se a dizer que tem algum transtorno mental por medo de serem consideradas “frescas” ou loucas.
Campanhas de esclarecimento devem ser feitas pelos especialistas de saúde mental, organizações e pessoas interessadas através dos principais meios de comunicação e fóruns apropriados para sensibilização da sociedade da sua existência como doença que afeta a saúde geral do ser humano, do seu crescimento preocupante. A despeito do que muitos pensam, a saúde envolve a falta de doenças físicas e mentais, assim como o bem-estar mental e social.
Somente com o debate e o entendimento da gravidade das doenças mentais, a sociedade entenderá a sua importância e exigirá ações tais como a regulamentação e pronta execução da Lei Paulo Delgado junto aos principais atores da sociedade a tempo de evitar que elas se tornem um grande problema de saúde pública.