A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 05/09/2018

Na fase Mal do Século, situada na segunda fase do romantismo brasileiro, grande parte de seus escritores desse período eram atingidos por doenças mentais pouco debatidas na sociedade da época. Embora date do século XIX, as doenças mentais que atingiram os escritores românticos como Lord Byron, ainda se encontram intrinsecamente presente, hoje, todavia ainda persiste a dificuldade de debate. Com isso, cabe-se necessário compreender os porquês que fixam o problema, seja a família, seja o governo, e assim dar fim.

Convém ressaltar, a princípio, o poder dos laços familiares na fixação da problemática na sociedade brasileira. Consoante o sociólogo Émilly Durkheim, o fato social age com coercitividade, generalidade e exterioridade ao indivíduo. Seguindo essa linha de pensamento, os portadores de doenças da mente são recebidos por suas famílias por coercitividade e generalidade afirmando que não existe doença e que o civil está fingindo transtornos para obter atenção exterior. Os indivíduos, por exemplo, se oprimem e sua doença se alastra. Portanto, infelizmente, os número de afetados cresce exponencialmente por falta de diálogo e ignorância, prova disso são que 400 milhões de cidadãos no mundo são afetados afirma a Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesse sentido, cabe ressaltar também, a negligência governamental diante do caso de saúde pública. Isso porque, segundo o geógrafo Milton santos, seria mais fácil culpar os miseráveis pela sua miséria do que acabar com o problema. Nesse sentido, essa é a doutrina do Governo Federal, diante dos afetados pela depressão e distúrbios generalizados como é o caso da ansiedade, pois mesmo com os postos públicos de atendimento os cidadãos não o recebem. Ademais, com a criação de recursos como a lei Paulo Delgado, que protege os direitos daqueles com doenças mentais ocorre negligência pública que não faz a lei ser cumprida perante a constituição de 1988, deixando de atender os cidadãos por falta de estruturas básicas.

Infere-se, portanto, que ainda há empecilhos que impedem o debate das doenças mentais no Brasil. Com base nisso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, iniciando pela aplicação de palestras no meio escolar debater sobre a depressão, distúrbios de ansiedades e entre outras doenças para que os alunos expliquem a seus pais e compreenda. Ademais, o Ministério da Saúde deve, adicionar profissionais de saúde mental no meio escolar para realizar exames periódicos com os alunos e, assim acabar com o problema pela infância. Assim, é papel do Governo Federal, monitorar e fazer concretas as leis criadas para manter a harmonia e os direitos de todos como rege a carta magna. Por fim, talvez assim as doenças do gênero sejam apenas uma utopia no mundo.