A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 03/10/2018

Loucura: a tragédia dos séculos

O prestigiado artista Vincent Van Gogh, conhecido por cortar um pedaço de sua orelha em um episódio de “loucura”, por não ter tido a oportunidade de ter o diagnostico correto nem de um tratamento adequado em sua época, foi vítima de um fim trágico: o suicídio. Nesse contexto, contemporaneamente, devido ao seu reconhecimento tardio e tratamento insuficiente, a saúde mental apresenta-se alarmante em todo o mundo.   Primeiramente, vale observar, que o conhecimento da psiquiatria é recente. Segundo o filósofo Foucault, em seu livro “A História da Loucura”, a sociedade define a loucura de acordo com o seu tempo e cultura, além disso, a mesma só começou a ser estudada a partir do século XVII. Dessa forma, o conceito passa a ter mais credibilidade quando é reconhecida socialmente, abandonando o uso pejorativo, como uma patologia psíquica que possui importância e valor científico.

Outrossim, a falta de tratamento adequado agrava o quadro. Conquanto, como declarou a ONU (Organização das Nações Unidas), essa insuficiência torna as patologias psíquicas como as que mais afetam a população do mundo, e apenas no Brasil, mais de 20 milhões sofrem com algum transtorno mental. Diante disso, apesar dos avanços científicos, a negligencia na oferta de métodos por parte do governo, intensifica os casos cada vez mais ao longo do tempo.

Em suma, é evidente a relevância de se discutir a saúde mental. Para contornar o problema, o Ministério da Saúde deve investir em unidades básicas de tratamentos psíquicos, como o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), com a distribuição ampliada de polos no interior das cidades, e na melhoria de sua infraestrutura com equipamentos de poio, garantindo um acesso ao tratamento de melhor qualidade para a população brasileira. Assim, será evitado que outros “Van Goghs” também terminem em tragédia.