A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 28/09/2018

Omissão da solução

O preconceito é qualquer opinião tomada sem conhecimento prévio acerca do assunto. A psicofobia é o preconceito relativo à transtornos mentais, que afasta os doentes do convívio social. Esse distanciamento vem sido estabelecido ao longo dos tempos e é responsável pela omissão do assunto na sociedade, que impede sua solvência. Por isso, a democratização do conteúdo faz-se necessária para seu solucionamento.

A obra ‘O alienista’ de 1882 escrita por Machado de Assis, retrata como eram tratadas as pessoas com transtornos psicológicos. Elas era julgadas e reclusas em quartos, afastadas do contato social. Nesse sentido, a obra, mesmo que fictícia, abordava em realismo que a falta de contestação  acerca do tratamento impedia a solução do problema.

Por conseguinte, essa época da história( século XIX) mostrava os maiores índices de manicômios, sendo a Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, o mais famoso do Brasil. A precariedade em que os internados viviam resultou em cerca de 60 mil mortos, só nesse hospital. Entretanto, em 2005, a Reforma Psiquiátrica brasileira mudou o rumo desses casos, ao passo que investiu em Centros de Atenção Psicossocial (Caps) onde são fornecidos atendimento especializado e remédios controlados a fim de tratar os pacientes. Diante disso, a pesquisa formal a respeito, bem como o sua discussão, forneceu meios de inserção aos doentes.

Fica evidente, portanto, que faz-se essencial o debate sobre as doenças mentais a fim de fornecer  vida digna aos pacientes. Para tal, a mídia deve investir em propagandas que promovam a busca por assistência, propondo aliviar os sintomas e inseri-las socialmente. Além disso, as famílias devem não só incentivar a procura por tratamentos, mas também apoiar seus entes no processo. Assim, a histórica omissão geradora de preconceito dará lugar a solução.