A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 01/10/2018

Medo. Ansiedade. Tristeza. São algumas das características presentes em um indivíduo que possui algum transtorno mental. De acordo com a OMS, essa parcela da população já ultrapassa os 400 milhões em todo o planeta. Em decorrência disso, hodiernamente existe uma vasta gama de estudos acadêmicos especializados nesse tipo de anomalia. Todavia, pouco se discorre a cerca do assunto na sociedade civil. O que contribui, para que inúmeras vezes o cidadão que possui algum tipo de doença mental, tampouco saiba que a adquiriu. Visto isso, torna-se passivo de discussão a necessidade de diálogo sobre doenças mentais.

Em primeira análise, a sociedade contemporânea demonstra certa indiferença quanto a esse ramo da medicina. Banalizando ou retirando seu teor de gravidade, tanto em redes sociais, quanto em rodas de conversa. Atualmente, é comum encontrar na internet páginas de humor denominadas: “Enem da depressão”, “Brasileirão da depressão”, que fazem com que o portador da doença pense que sua enfermidade é apenas “frescura”, como dizem alguns, equivocadamente.

Ademais, a falta de compromisso do Poder Público para com os distúrbios mentais disseminados no país, converge para que o tratamento do cidadão seja procrastinado, e quase sempre, inexistente. Uma vez que, grande número de pessoas que possuem alguma doença psíquica, não tem condições de arcar com o tratamento ou nem tanto é conhecedor de seu distúrbio, justamente pela falta de divulgação de conteúdos informativos por parte do governo.

Diante dos fatos acima supracitados, para que a taxa de cidadãos afetados por doenças que atingem a mente seja atenuada, faz-se imprescindível a criação de um instituto de doenças psíquicas, pelo Poder Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, através de recursos públicos, que promova a divulgação de materiais informativos e preventivos, concomitantemente exerça o papel de executar o tratamento desses pacientes. Fazendo com que a saúde mental seja comum a todos.