A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/10/2018

De acordo com a Constituição Federal brasileira – primeira desde a ditadura militar – a saúde é um direito de todos. A princípio, não só a física, mas também a mental se necessita de cuidados. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 23 milhões de pessoas no Brasil sofrem com transtornos mentais. Isso deve ser enfrentado, uma vez que essa problemática se encontra crescente e o Governo não está empenhado em viabilizar recursos para a erradicação do problema.

Em primeiro plano, percebe-se que a questão das doenças mentais é um assunto pouco discutido e não denota a devida importância que deveria. Segundo o Ministério da Saúde, o índice de suicídio entre jovens obteve aumento de 12% nos últimos anos. Exemplo disso são os inúmeros casos de estudantes que tiraram a própria vida dentro de universidades em decorrência da exaustão psicológica. Outrossim, pressão da rotina contemporânea, ou até mesmo genética, são alguns dos fatores para a manifestação de doenças como depressão e transtorno de ansiedade, que estão ligados diretamente à parte cognitiva do indivíduo, causando sérios danos como a incapacidade de tomar decisões ou realizar tarefas.

Além das dificuldades em variados âmbitos de suas vidas, pessoas com distúrbios psicológicos não possuem acesso a tratamentos adequados, tendo em vista a questão da ausência de psicólogos em centros de saúde pública e o alto valor de sessões terapêuticas particulares. Apesar de existirem leis que garantem direitos a pessoas com transtornos mentais - como o Programa de Volta Para Casa - estas apresentam resultados ineficientes, já que não são capazes de possibilitar condições na qual a saúde seja uma opção viável a todos.

Portanto, faz – se necessário estimular campanhas públicas sobre o tema. Para que isso aconteça, o Ministério da Saúde deve implementar maior número de psiquiatras e psicólogos em unidades de saúde, a fim de minimizar casos de suicídios e garantir auxilio e valorização à vida. Em segundo plano, cabe ao Ministério da Educação efetivar debates e palestras em escolas e universidades por meio de profissionais, com o objetivo de instruir e fornecer informações primordiais à saúde mental dos jovens. Posto isso, viveremos em uma sociedade mais justa, valorizando direitos humanos e todo cidadão.