A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 21/10/2018
Durante a idade média, as pessoas providas de algum tipo de doença mental eram condenadas como loucas e pecadores por estarem distantes da razão, logo, distante também de Deus. Por séculos o preconceito e a exclusão social impediram essas pessoas de terem uma vida normal. Entretanto, atualmente, com os avanços da medicina e da psicologia, diversos deficientes mentais permanecem sofrendo essa psicofobia demonstrando que a sociedade ainda não progrediu. Portanto é de mera importância que haja maiores debates sobre essas doenças mentais no mundo contemporâneo, além de uma assistência completa e especializada por parte do governo para esse indivíduos.
Em primeiro lugar, o Brasil já possui leis que garantem proteção e direitos a indivíduos com doenças mentais, como a lei Paulo Delgado. No entanto essas determinações parecem não serem empregadas, visto que a falta de tratamento adequado e acompanhamento são recorrentes principalmente em áreas de baixa renda e infraestrutura. Ademais, a criação de CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) a qual visa amenizar as internações psiquiátrica desde 1986, não atende a todas as áreas, como norte e centro-oeste do país, dificultando a igualdade de acesso. De acordo com o Ministério da Saúde, o problema não é só de distribuição, mas de efetivação das ações. Levantamento aponta que, em 2016, 8,5% dos Centros de Atenção Psicossocial não registraram sequer um tipo de atendimento.
Outro fator que deve ser analisado, é o receio de empresas em contratar pessoas com algum tipo de deficiência mental. A falta de conhecimento dessas tornam-se uma barreira para aqueles que procuram um emprego, impedindo-os de acreditar em poder viver uma vida comum. Todavia, na mídia, artistas estão cada vez mais assumindo que são capazes de realizar suas funções normalmente, como exemplo a falecida atriz Carrie Fisher, a qual possuía transtorno bipolar, mostrando a todos que sua doença não a impedia de poder trabalhar.
Portanto, fica evidente que a necessidade de debater as doenças mentais é de mera importância para se combater o preconceito de séculos. Logo, o Estado por meio do Ministério da Saúde deve investir em maiores números de CAPS, campanhas que visem uma maior conscientização da população e atendimentos especializados, principalmente de casos mais graves as quais necessitam de internação psiquiátrica. Além disso, o Poder Legislativo deve criar leis que garantam uma porcentagem de vagas de empregos para essas pessoas em todos os tipos de mercado de trabalho, a fim de que se crie uma maior socialização e gradativamente sejam possibilitados de viver como uma pessoa comum. Só assim asseguraremos um futuro cada vez melhor aos doentes mentais.