A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 12/10/2018
No filme holandês “Um Grito de Socorro”, o jovem Jochem é depressivo por sofrer bullying na escola, seu problema é negligenciado pelas pessoas que o conhecem, consequentemente, ele pratica o suicídio. De maneira análoga, é a vida de parte da juventude brasileira, a qual sofre de transtornos mentais advindos de problemas relacionados ao convívio social. O fato ocorre devido à banalização em debater sobre a saúde mental com os adolescentes.
É evidente destacar que o tabu para com as doenças mentais faz o número de jovens doentes crescer aceleradamente. Consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade pós-moderna vive na era da modernidade líquida, enfatizando a falta de empatia em relação aos problemas alheios, sendo causa de uma vida automática e mecânica. Nesse contexto, percebe-se que a teoria de Bauman evidencia os motivos do descaso para com esta questão, sendo importante um debate para reduzir o tabu existente.
Ademais, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, as doenças mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas no mundo. Embora haja, atualmente, um enfoque relacionado à saúde mental, desde o século XIX há estudos sobre esta questão, como é o caso do psicanalista Sigmund Freud. Desse modo, nota-se que o crescimento dos doentes não é causado por falta de estudos, mas sim, por causa de uma negligência estatal para com o problema.
Portanto, é de fundamental importância que medidas sejam tomadas para acabar com essa banalização. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde a renovação das assistências sociais virtuais, exemplo o Centro de Valorização da Vida, por meio de verbas serão criados aplicativos dessas assistências, a fim de acelerar o atendimento. Somado a isso, o Ministério da Educação deve estimular debates pedagógicos mensais, nas escolas, com psicólogos, a fim de discutir acerca do tabu entre escola e família.