A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 31/10/2018

A recente série veiculada pela Netflix, 13 Reasons Why, aborda o tema da depressão, cuja protagonista do seriado suicida-se, devido à doença. Nesse viés, atualmente, nota-se, no Brasil, a negligência civil e estatal, diante de doenças mentais, pois o debate, acerca do assunto, é visto como tabu. Sendo assim, a falta de tratamento adequado, aliado ao preconceito civil, torna-se corriqueiro no país, influenciando, negativamente, vítimas de psicopatologias. Sendo assim, mudanças urgem nesse cenário retrógrado.

Em primeira análise, deve-se salientar, que de acordo com a Constituição Cidadã, de 1988, todo brasileiro deve exercer seus direitos, como saúde e bem estar. No entanto, percebe-se uma lógica contrária e excludente, haja vista que o acesso ao tratamento mental no Sistema Único de Saúde (SUS) é extremamente precário, tendo em vista a falta de psicólogos e psiquiatras no antedimento de grandes contingentes de cidadãos. Afinal, de acordo com o site EBC, de 2013, mais de 1/2 das vítimas de psicopatólogas não recebem o tratamento adequado no país.

Além disso, vale parafrasear, o pensamento do sociólogo Bauman, que em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, ratifica a fragilidade dos laços humanos no atual contexto contemporâneo. Sob essa ótica, percebe-se a falta de empatia, diante do debate sobre doenças mentais, como esquizofrenia e depressão, pois o preconceito é evidente, quando nota-se, que muitos, visam esses doentes como loucos. Sendo assim, episódios de suicídio, por exemplo, passam despercebidos na sociedade.

Diante dos fatos supracitados, nota-se, portanto, a necessidade da consonância entre União e SUS, tendo em vista o subsídio estatal, mediante verbas públicas, da ampliação de psicólogos e psiquiatras nos postos de saúde pública, do âmbito nacional, disponibilizando maior acesso populacional ao tratamento mental. Ademais, a mídia, aliada a ONG’s, como o Centro de Valorização da Vida (CVV), devem criar campanhas universais sobre a importância do debate sobre doenças mentais, como medida preventiva de atos de suicídio, por exemplo.