A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 22/10/2018
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Com isso, esse pensamento permite refletir, hodiernamente, sobre como discussões das doenças mentais representam um obstáculo a ser enfrentado de forma mais ordenada no Brasil. Neste sentido, convém analisar os principais desafios do impasse no país.
Em primeira análise, evidencia-se a discriminação como impulsionador do problema. Sob esse viés, muitos cidadãos deixam de consultar um médico por mitos e classificar a patologia como frescura. Neste contexto, o filósofo iluminista Voltáire já afirmava: “preconceito é opinião sem conhecimento”. Tal máxima, comprova que atos de desprezo são, em geral, consequência de uma formação moral deturpada em um círculo social heterogêneo.
Igualmente, é incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as causas da problemática. De acordo com o artigo cinco da Constituição Federal, explana o dever estatal garantir saúde para a nação. Todavia, segundo a pesquisa da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país mais depressivo da América Latina, e desse modo, a ação legal encontra-se distante da efetivação.
Portanto, medidas são necessárias para debater as doenças mentais. Assim, é fundamental que o Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, financie projetos educacionais sobre distúrbios psicológicos, nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que incluem programas televisivos e debates entre professores e alunos, da importância de buscar ajuda e acerca de combater o preconceito para contribuir, então, com uma sociedade mais fiel aos princípios da Carta Magna.