A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 22/10/2018

Promulgada pelo ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. Conquanto, as doenças mentais impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Podendo afirmar que segundo a Organização Mundial da Saúde existem 400 milhões de pessoas afetadas no mundo. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para uma sociedade mais íntegra.

É incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as principais causas desse impasse. Segundo o jornal EL PAÍS, entre 75% e 85% das pessoas não tem acesso ao tratamento adequado. Fazendo com que tais enfermidades ocupem posições de destaque no raking das doenças que mais atingem a população. Nesse viés, é importante ressaltar que o ambiente social e familiar contribui muito, tanto para agravar ou para a melhoria dos problemas psicológicos.

Da mesma forma, evidencia-se o preconceito para o tratamento e a vergonha que muitos têm por existir brincadeiras em cima disso. Como no filme “Os treze porquês” que a protagonista foi taxada de “louca”, ficou com vergonha e se isolou em seu mundo por medo dos julgamentos. E assim se sente as pessoas que tem depressão, síndrome do panico, ansiedade entre outros. A falta de conhecimento gera uma enorme exclusão social, evasão escolar e chegam a tirar a própria vida na maioria dos casos.

Diante dos fatos mencionados, é necessário a aplicação de medidas que solucionem os problemas impostos. As Instituições de ensino deveriam realizar palestras de fomento ao trabalho voluntário, com a presença de ONG’S, professores de sociologia e alunos para que o olhar em relação ao outro seja mais afetivo e praticado no Brasil. O Ministério da Saúde em parcerias com Clínicas e Postos de Saúde deveriam investir em psicólogos, psiquiatras e terapeutas para o amplo acesso, também em cidades mais carentes. Sempre instruir o sentimento empático ao próximo, para enfim, vivermos em uma sociedade harmônica.