A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 28/10/2018
Na famosa obra “O grito”, do pintor expressionista Edvard Munch, já no século XIX, é retratada uma figura andrógina em um momento de profunda angústia e desespero existencial. No contexto atual, nota-se um aumento de patologias intelectuais que, muitas vezes, são comparadas com o drama por uma parcela da população. Logo, a carência de informações ajuda a estigmatizar os transtornos mentais.
É elementar considerar que durante a década de 1930, no Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, pessoas com anomalia e desordem mental viviam em condições desumanas, sob o risco de uma série de doenças. Diferentemente dessa época, no contexto do século XXI, os indivíduos acometidas por problemas de saúde mental têm acesso a melhores condições de tratamentos. No entanto, elas são muitas vezes incompreendidas, excluídas ou marginalizadas devido à falta de informações de muitos indivíduos. Nesse sentido, observa-se a grande importância em debater acerca das doenças mentais.
Além disso, nota-se, ainda, que a vida contemporânea tem aberto cada vez mais espaço para instabilidades que podem afetar a saúde mental. A chamada “Modernidade Líquida”, teorizada pelo sociólogo Zigmunt Bauman, é caracterizada pela incerteza e pela dinamicidade, de maneira a contribuir para relações, cada vez mais, contingentes entre os indivíduos, de forma a distanciar mais os seres humanos. Por consequência dessa fragilidade, torna-se mais difícil o reconhecimento dessas disfunções e a possibilidade de preveni-las.
Torna-se evidente, portanto, que há a necessidade de debater sobre as doenças mentais, já que a falta de conhecimento cria barreiras para solucionar o problema. Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Saúde, através da mídia televisiva, aumente o esclarecimento sobre esse assunto para a sociedade, a fim de diminuir os estigmas construídos ao longo do tempo e, também, incentivar as pessoas com esses problemas a procurarem os profissionais dessa área. Assim, espera-se que a intolerância dessas patologias não seja mais um problema presente nas sociedade.