A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 22/10/2018
“É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade”. A frase proferida pela médica psiquiátrica Nise da Silveira tornou-se referência no tratamento psiquiátrico no Brasil. Ademais, as autoridades brasileiras precisam dedicar mais esforços para a saúde da mente dos seus cidadãos. Nesse contexto, convém analisar como o aumento dos transtornos mentais precisa ser discutido na sociedade brasileira.
A princípio, cabe ressaltar que houve um crescimento no número de brasileiros que sofrem de transtornos mentais graves e persistentes. Nesse âmbito, de acordo com a Agência Brasil de Comunicação (EBC), vinte e três milhões de pessoas – equivalente a doze por cento da população – necessitam de algum atendimento para doenças mentais. Logo, não há dúvidas de que estes números representam, notadamente, um estado de alerta para os governantes e profissionais de saúde.
Além disso, a depressão, uma doença que cresce em todo o mundo, também afeta os brasileiros. Nesse âmbito, de acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e, consideravelmente, o segundo com maior prevalência nas Américas. Por isso, é urgente combater e mudar esta realidade que tem afetado a qualidade de vida dos cidadãos, como aponta Nise da Silveira.
Dessa forma, para garantir a qualidade do atendimento em saúde mental é necessário, portanto, maior atuação do Estado. Nesse sentido, o Governo Federal deve, por intermédio do Ministério da Saúde, ampliar os programas de assistência às doenças mentais nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com a contratação de profissionais treinados, para atuar com os pacientes através de terapias sociais e não apenas baseadas em medicamentos. Espera-se, com isso, assegurar o tratamento humanizado e promover a melhora da saúde mental dos cidadãos brasileiros.