A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 22/10/2018

Em 1794, o iluminista radical, Maximilian Robespierre, perseguiu e guilhotinou diversas pessoas no período denominado terror. Segundo a história moderna, toda França temia sua loucura, inclusive, o seu amigo Danton que, mais tarde, foi executado ao seu mando. Homologamente, no Brasil, milhares de pessoas sofrem de distúrbios mentais e encontram óbice para conseguirem um tratamento terapêutico adequado. Por esse viés, convém que seja feita uma análise detalahda do problema, visto que, esse obstáculo representa um grande desafio para saúde desses doentes.

Em primeira análise, observa-se que, embora hajam leis que protejam os direitos de todos os cidadãos de maneira igualitária, o empecilho da falta de tratamento desses doentes evidencia o vilipêndio da questão humana em relação aos interditados. Segundo o poeta Mário Quintana “A indiferença é a forma mais polida de desprezar alguém”. Nesse sentido, é evidente que, de fato, existe o descaso por parte do governo por não enviar recursos suficientes para suprir essa falha em questão. Seguramente, é inadimissível que faltem recursos para o tratamento de qualquer doença no Brasil, inclusive, a desses doentes, já que, a quantidade impostos que são arrecadados é exorbitante.

Em segunda análise, à medida que se evidencia esse descaso do governo em relação à deficiência mental, constata-se, paralelamente, a falta de: assistência, medicamentos e de leitos para essas pessoas. Segundo a ANS - agência nacional de saúde -, as justificativas para a falta dos serviços inerentes a saúde, mental e cognitiva, se dão em relação à falta de investimentos em infraestrutura, pois, o orçamento repassado pelo MDS - ministério da saúde - só atende aos serviços mais básicos e de caráter de urgência. Por certo, indiscutivelmente, percebe-se que deficiências, a exemplo, a esquizofrenia, não são vistas como problemas de caráteres prioritários e nem de agravantes.

Em síntese, se Robespierre vive-se no Brasil de hoje, talvez, ele continuasse a guilhotinar pessoas, visto que, o tratamento, aqui, é bastante precário. Nesse sentido, cabe à ANS criar novos projetos por meio da ampliação de recursos oriundos da União, de modo que, sejam ampliados os sanatórios já existentes, principalmente, os que tem demanda mais alta e, além disso, elaborar novos concursos públicos para contratar mais pessoas que atendam a essas ampliações, afim de que, as famílias desses inválidos consigam melhorar a qualidade de vida dos seus dependentes. Dessa maneira, depreende-se que seus direitos sejam respeitados em virtude da garantia do bem estar social e da cidadania, também.