A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. Conquanto, os  transtornos mentais impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, deve haver uma discussão sobre as doenças mentais para que esses desafios sejam superados de imediato e uma sociedade integrada seja alcançada.

É indubitável, que a questão constitucional e a sua aplicação estejam estre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles a política deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, observa-se que, apesar da constituição garantir saúde a todos os brasileiros, os pacientes com distúrbios mentais se veem desamparados, haja vista que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 75 por cento dos enfermos não recebem tratamento adequado, sendo no brasil aproximadamente 23 milhões de indivíduos possuem essa adversidade.

Também, destaca-se a falta de empatia como impulsionador do problema. De acordo com o Durkheim o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar seguido de generalidade, coercitividade e exterioridade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que muitas vezes, infelizmente é herança de uma complicação histórica. Prova disso são os psiquiatras do século XX, que realizavam lobotomias em seus pacientes com distúrbios mentais, dessa maneira fritando o cérebro de quem passava pelo procedimento.

Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério Publico, deve através de campanhas na TV e radio, ensinar como lidar com esses indivíduos para integra-los na sociedade. Alem de utilizar influenciadores digitais, pois esses tem tido grande influência no comportamento dos jovens hoje em dia, que serão responsáveis por trazerem as mudanças para o futuro. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire,  a informação muda o mundo e transforma as pessoas. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir nas escolas e faculdades, palestras ministradas por especialistas acompanhados de relatos das dificuldades reais de mães com filhos portadores de alguma doença mental, gerando assim um impacto real em quem vai receber a informação.