A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/10/2018

No Brasil, a complexa e dilemática questão a respeito da necessidade de debater as doenças mentais provoca uma reflexão social sobre um dos maiores problemas do século XXI. Frente a esse dilema, analisa-se que existe um tabu na sociedade colaborador para a não discussão responsável da problemática e, ainda, as carentes políticas públicas para solucionar esse flagelo contribui para uma desconstrução da saúde dos indivíduos, além de negar possibilidades reais de recuperação doentes.

Em uma primeira abordagem, o meio social e midiático, lamentavelmente, dispõem de pouco espaço para debater eticamente essa grande adversidade. Nesse viés, existe uma recorrente necessidade atualmente de quebrar o tabu relacionado as enfermidades psicológicas, sendo justas iminentes providências resolutivas para combater esse descalabro social, já que a saúde do cidadão é um direito constitucional assegurado pelo artigo 5°. Aliado a isso, a discussão responsável desse problema nos diversos meios poderá ajudar no tratamento e recuperação de pessoas acometidas por esses transtornos mentais, cooperando para uma melhor convivência humana, na qual se deve preservar a liberdade, empatia, solidariedade e o respeito a outrem.

Ainda nessa linha reflexiva, o Brasil apresenta uma carência de ações públicas referente ao tratamento de doenças psicológicas. Nessa apreensão, é dever do estado realizar medidas de combate a uma epidemia que está se espalhando rapidamente pela sociedade, os indivíduos estão cada vez mais frágeis, isolados e vulneráveis ao aparecimento desse tipo distúrbio mental, em virtude de uma deficiente educação escolar que não ensina aos cidadãos a controlarem suas emoções e suas fraquezas afetando na  qualidade de vida, consoante aos pensamentos do médico Drauzio Varella. Ademais, as poucas políticas de combate contribuem para o declínio do cenário humanístico e compromete a dignidade social.

Face a esse dilema, mostra-se imprescindível, portanto, a elaboração de programa nacional com a integração de psicólogos, médicos e escolas públicas e privadas para desenvolver palestra, debates, mesas redondas, artigos, seminários e campanhas abertas ao público em geral com o intuito de propagar diálogo e informações sobre tratamento, ações e  medidas de combate aos transtornos mentais. É, ainda, viável que as secretárias municipais de saúde junto com ONG’s disponibilizem pelo SUS mais terapeutas e psiquiatras para promoverem consultas, acompanhamentos e medicações para pacientes acometidos pelas doenças psicológicas, com o objetivo de ajudar no combate a essa grave enfermidade. Nesse sentido, a realização dessas ações poderá colaborar para a construção de uma sociedade saudável e com uma melhor perspectiva de vida.