A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 24/10/2018

Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), as doenças e transtornos mentais atingem mais de 400 milhões de pessoas. Apesar deste número, e de muitas dessas enfermidades levarem a morte, essa situação não é levada a sério, pois bem, ainda é tratada com um tabu na sociedade, visto que  a falta de debate sobre o tema e a seriedade no tratamento aos doentes mentais ocasionam tal situação.

Por exemplo, na animação japonesa “Orange” uma das personagens comete suicídio, porque o estresse vivido pelo dia a dia e o “gatilho” da morte da mãe, leva a personagem com depressão a fazer cometer aquele ato. Além disso, por o tema ser visto como brincadeira por alguns antigos amigos dela, e o silêncio da personagem diante a situação, contribuíram para tal consumação. Apesar da história ser ficcional, isso acontece constantemente, porque segundo a OMS estima-se que 800 mil pessoas morram desta forma, ou seja, uma a cada 40 segundos, além do mais, tais fatores apresentados anteriormente levam a tal situação.

Assim, é possível observar que o debate sobre as doenças e transtornos mentais, como a depressão, ansiedade, esquizofrenia, entre outras, é um fator determinante para a cura ou controle delas. Entretanto, não só a população precisa debater o assunto, mas também o Estado, com seu papel de proteção ao povo brasileiro. Porém, ele não tem contribuído de forma eficaz, pois ao criar a Lei do Paulo Delgado (nº 10.216), que determina a proteção e assistência ao doente mental, essa clausula não dispõe possíveis penalidades em caso de negligência no tratamento desse indivíduo, resultando na dificuldade em se combater o impasse.

Apesar do elencado, é possível aumentar o debate a esses temas na sociedade brasileira, tal qual, o Ministério da Educação, deve disponibilizar psicólogos em Institutos de Ensino Médio para apresentação de palestras e mesas-redondas, para debater este assunto em eventos escolares (como a reuniões de pais e mestres), tendo obrigatoriamente a presença dos alunos e de seus responsáveis, com a finalidade de conscientizar, educar e prevenir a doença, demonstrando acima de tudo, que as doenças e transtornos mentais não podem ser considerados um tabu, mas uma enfermidade grave, que deve ser combatida.