A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2018
No filme “Alice no País das Maravilhas” é perceptível a abordagem de temas relacionados a psique humana, seja com a protagonista tida como esquizofrênica, o Chapeleiro bipolar ou a Lebre Ansiosa. Exterior a criação, a necessidade de se debater as doenças mentais tem se feito cada vez mais presente.
Em primeira instancia, é válido analisar que segundo a Organização das Nações Unidas, em todo o mundo, cerca de 0,005% da população sofre de algum tipo de transtorno mental, no entanto destes apenas uma estimativa de 25% à 15% recebem os devidos tratamentos. Tal descaso com esta questão gera uma banalização cada vez mais comuns com temas como a depressão, associada a muitos dos casos de suicídios hoje, ou o Transtorno de Bipolaridade, também associados a depressão e resultante em atentatos contra a própria vida, e até piadas relativas a Esquizofrenia, como por exemplo a Alice e o descaso de seus pais em seu tratamento.
Ademais, o Poder Público tem demonstrado pouco ou quase nenhum interesse quanto aos assuntos relacionados a saúde mental, exemplo disto esta na proposta de lei de 2001, a qual até anos atrás ainda não havia sido regulamentada. Tal atitude, torna portanto anti-constitucional a atitude dos governantes, uma vez que nas constituição de 1985 está claro que todo cidadão deve ter o direito a saúde e tendo em vista os princípios de igualdade, tornasse eminente a necessidade de melhorias nesse sistema.
Em síntese, deve-se portanto ser combatido os discursos de satirização de doenças reais oriundas da mente, o conhecimento, segundo Kant, é o formador do homem, tendo isso embasado, o Poder Público, com auxilio dos Ministérios da Saúde e da Educação, deveria promover debates nas escolas com pais e alunos, alem de consultas regulares destes com psicólogos treinados. Ademais, faz-se necessária uma revisão do código de leis para que seja garantida uma melhor aplicação destas junto a uma fiscalização capaz de garantir o cumprimento da norma jurídica.