A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 25/10/2018
Doenças mentais: não se pode mais ignorar.
Durante toda a história da humanidade observa-se que as doenças mentais foram estigmatizadas. Salientando isso encontra-se que os escritos de Focault. Ele relata que os historiadores, médicos e líderes religiosos de sua época chamavam os doentes de loucos e possuídos por entidades malignas. Avanços foram dados desde os relatos do filósofo, todavia os transtornos psíquicos ainda não são tratados com a ética que são as outra doenças. Por isso, é preciso que a sociedade debata as doenças mentais para que elas não sejam mais olhadas sob uma ótica preconceituosa e com isso as pessoas sejam encorajadas a buscarem ajuda e pressionarem o Estado a realizar melhores investimentos na área.
É importante salientar, de início, que segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), de 75% a 85% dos sujeitos com algum transtorno psíquico não recebem tratamento adequado. Esses dados ilustram a emergência em que se encontra a saúde mental nacional.
É valido dizer, ainda, que a Reforma Psiquiátrica no Brasil comandada pela psiquiatra Nise da Silveira, extinguiu, em teoria, os manicômios e fez com que os brasileiros passassem a cuidar de seus doentes ao invés de escondê-los. Todavia, em Dezembro de 2017, uma nova política de saúde mental foi aprovada sem a participação da sociedade civil. Tal mudança decretou o retorno dos manicômios e a diminuição dos serviços terapêuticos e Redes de Atenção Psicossocial (RAPS). Com isso, o preconceito contra os doentes mentais cresce e os necessitados são desencorajados a buscar ajuda.
Em virtude dos fatos expostos, conclui-se, que as mazelas psicológicas não podem mais ser negligenciadas. Dessa forma, é fundamental que psiquiatra e demais profissionais da saúde se unam com a sociedade para pressionar o Estado a criar políticas públicas que incluam e daqueles em sofrimento mental. Para isso, mais especialistas devem ser contratados para os hospitais, todas as instituições de ensino devem contar com o suporte de psicólogos e verbas devem ser mandadas constantemente para os serviços terapêuticos e RAPS. Ademais, o Ministério da Educação deve incluir o debate sobre saúde mental na base nacional curricular comum e fomentar a “Semana da Saúde Mental”. Nesses dias as escolas e universidades receberão especialistas que palestrarão sobre o tema. E por último, o Governo Federal será atribuído de veicular campanhas nas mídias com o objetivo de levar a maioria dos cidadãos a pensarem na questão em pauta. Com isso, espera-se que com o passar dos anos a salubridade psíquica do brasileiro melhore, uma vez que, a sociedade estará debatendo e trabalhando junto com o Estado para cuidar de seus doentes.