A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 25/10/2018
Na obra “Entre quatro paredes”, do filósofo Jean-Paul Sartre, o protagonista Garcin declara a sentença “o inferno são os outros”. Desse modo, afirma sua insatisfação em conviver socialmente, vista a pluralidade notória de idiossincrasias humanas - sobretudo, o individualismo. Esse sentido de inconformidade pode ser aplicável ao contexto da necessidade de debater doenças mentais, já que há um descaso dos familiares, com jovens e adultos, no qual podem apresentar sintomas da síndrome do pânico, depressão, ansiedade, sendo é banalizada e vista como “frescura”.
Dessa maneira, analisando mais profundamente o contexto brasileiro, percebe-se que a dificuldade de debater doenças mentais, manifesta-se quase indissociável à cultura, pois, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, as estruturas sociais são internalizadas pelos indivíduos. De maneira análoga, a sociedade, individualista e egocêntrica, acredita que a depressão é apenas o “mal do século”. No entanto, no Brasil, o suicídio esta entre a quarta causa de morte.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o papel da família. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, o qual afirma que a família é uma maquina que produz personalidades humanas. Sob essa conjuntura, podemos analisar que as raízes implantadas na sociedade dificultam as pessoas a procurar uma ajuda profissional, visto que doenças mentais são muitas vezes banalizadas. Além disso, a pressão sofrida por jovens na transição para a fase adulta, faz com que se o objetivo planejado (de ser bem sucedido) não for alcançado, a baixa aceitação pode desenvolver doenças como ansiedade, depressão e síndrome do pânico.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Faz-se necessário que primordialmente, o Ministério da Educação com parceria dos pais, crie um programa nacional escolar que vise mostrar a importância da saúde mentak, além do apoio da família com os jovens/adolescentes, o que deve ocorrer mediante o fornecimento de palestras e peças teatrais. Paralelamente, ONGs, devem corroborar com esse processo a partir de atuação em comunidades com o fito de distribuir cartilhas que informem a importância de procurar um profissional da saúde com alguém próximo apresentar certos sintomas, e o papel da família nesse processo., além de sensibilizar a pátria em prol da necessidade de combater doenças mentais.