A necessidade de debater as doenças mentais

Enviada em 28/10/2018

As doenças mentais não teriam alcançado o convívio e propagado-se por entre os brasileiros se, repetidas vezes, não tivessem sido encaradas como um impasse a ser desprezado pelas próprias autoridades nacionais. Max Weber, sociólogo alemão, descreve bem essa ideia quando diz que a ação de considerar relevante certos assuntos que afetam a população de um país, mas também, a quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de debater temas em voga pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, o dever de ajudar a reduzir os casos de doenças mentais tais como, por exemplo, depressão, distúrbio do pânico, transtorno bipolar e esquizofrenia está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil, ou seja, a partir do momento em que as doenças mentais são desprezadas, mas também não há tratamentos específicos e ajuda da família e governo federal para com os casos de doenças mentais no país, os pilares de uma república são deixados de lado, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente.

Paradoxalmente, o Brasil, que é um país considerado como acolhedor pelos demais países, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que é reconhecido mundialmente por suas políticas de reintegração e inclusão social, deixa a desejar no que se refere ao acolhimento e a ajuda de pessoas, as quais apresentam o quadro clínico propenso para uma das doenças mentais, tendo em vista que, segundo os dados da ONU, cerca de 23 milhões de brasileiros apresentam doenças mentais devido à falta de cuidados da família para com a realização de tratamentos adequados afinco.

A necessidade de debater as doenças mentais, portanto, deve ser alcançada com a iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com as famílias, psiquiatras e psicólogos, de realizar a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras educacionais, aconselhando as famílias investigarem se há casos de pessoas com doenças mentais dentro do convívio familiar para que o governo federal possa ter o real controle do número de casos de doenças mentais para também ajudar no tratamento adequado dessas pessoas, colaborando com a ajuda financeira, a qual beneficiará não só as famílias das pessoas com doenças mentais para a realização de  tratamentos específicos para cada doença mental com o envolvimento da própria família em consultas psiquiátricas em períodos determinados pelo psiquiatra, mas também acompanhamentos psicológicos, como também toda população brasileira devido a redução de doenças mentais no país, a qual contribuirá com o desenvolvimento do Brasil.