A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2018
Em I Reis da Bíblia, Saul, primeiro rei de Israel, sofria de estados depressivos, que atribuía ao fato de se encontrar possesso de um espírito maligno. Esse conto Bíblico ressalta, mesmo antigamente, a necessidade de abordar as doenças mentais. Nesse contexto de saúde, atualmente, há dois elementos que não podem ser negligenciados, como o crescimento do número de casos relacionados às doenças mentais e o modo de vida conturbado da sociedade do século XXI.
Em primeira análise, cabe pontuar que a enorme onda de enfermidades psíquicas que vêm assolando a humanidade, nos últimos anos, está entre as pautas a serem debatidas. Isso se deve ao fato de que o mundo globalizado, o qual torna-se cada vez mais dinâmico, revolucionou as formas de interação social, contribuindo para a disseminação das famosas síndromes. Comprova-se como as doenças mentais estão tornando-se um imbróglio de nível mundial por meio dos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, segundo a qual afirma que os números de distúrbios mentais estão beirando a casa de meio bilhões de ocorrências. Diante disso, vê-se a urgência de elaborar um projeto que amenize essas doenças à nível nacional.
Outrossim, convém frisar que a escassa atenção populacional ao tema corrobora para a persistência da vicissitude, visto que esse assunto ainda é um tabu na comunidade. Conforme mencionado pelo filósofo contemporâneo Arthur Schopenhauer, “o maior erro que o homem pode cometer é sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem”. Sob esse ponto de vista, nota-se que muitas pessoas, influenciadas por um cotidiano agitado, secundarizam sua saúde mental, fato que pode pôr suas saúdes mentais em risco e acarretar as diversas enfermidades, tais como: ansiedade generalizada, depressão, síndrome do pânico, dentre outras.
Logo, é evidente a importância de consolidar medidas que facilitem os debates a respeito do tema e as respectivas políticas assistencialistas aos enfermos. Destarte, com o fito de fornecer aparatos profissionais de forma acessível a todos, o Ministério da Saúde deve disponibilizar uma equipe de psiquiatras e psicólogos, especializados no tema “Doenças da mente”, para que possam realizar debates sobre as maneiras de como evitar e, sobretudo, identificar as doenças psicológicas. Além disso, com o fito de fornecer um tratamento adequado a todos, já que nem toda a população tem acesso ao tratamento médico de forma gratuita, os psiquiatras fornecidos pelo Ministério devem atender os adoentados e disponibilizar um atendimento e tratamento sem cobrar nada. Assim, talvez, o pensamento de Schopenhauer venha a fazer sentido para o corpo social da atualidade.