A necessidade de debater as doenças mentais
Enviada em 29/10/2018
A opressão simbólica da qual trata o sociólogo Pierre Bordieu diz que a violência aos direitos humanos não consiste somente no embate físico,o desrespeito está - sobretudo - na perpetuação de preconceitos que atentam contra dignidade da pessoa humana ou um grupo social.Nesse sentido,pode-se dizer que a banalização de doenças mentais na sociedade brasileira em consonância com a intolerância sobre a dor do outro faz com que não haja discussão sobre a temática,levando a ignorância.
Em primeira análise, as doenças psiquiátricas mais comuns na população são a depressão e os transtornos de ansiedade.Segundo o médico do departamento de psiquiatria da universidade UNIFESP,Adriano Resende.É alarmante o crescimento dessas doenças na sociedade como mostra o dado da OMS- Organização Mundial da Saúde em que a depressão é o segundo maior problema de saúde pública no mundo.Fazendo-se necessário debater sobre as doenças mentais e desmistificando o prejulgamento estabelecido sobre essa tônica.
Sob esse viés,cabe destacar a fatores que favorecem esse quadro como,a falta de diálogo e empatia pelo outro ,além de ,conhecimento sobre o assunto.Ademais, segundo o antropólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que se depende.
Portanto, diante dos fatos supracitados faz-se necessário, discutir sobre as doenças mentais na sociedade brasileira.O terceiro setor deve implementar uma ação juntamente em parceria com escolas e famílias, por modo de,um projeto chamado “mente alegre” que visa esclarecer sobre problemas psiquiátricos existentes no âmbito nacional,por meio de,palestras com doutores especializados na causa e distribuição de cartilhas a fito de, reduzir a intolerância sobre o tema. Assim pode-se dizer que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos.